18 abril, 2008

JESUS E O PÃO DE CADA DIA-I

I-A FORÇA MIRACULOSA DA PARTILHA

O Novo Testamento insiste muitas vezes em que a finalidade da vida não é amontoar riquezas.
Não é bom para o ser humano andar obcecado com o que devemos comer ou vestir (Mt 6, 31; Lc 12, 29).

Quando isto acontece, é sinal que a justiça, a solidariedade e a fraternidade estão doentes. Jesus não defende a carência como ideal ou como caminho de felicidade.

A proposta de Jesus, pelo contrário, vai no sentido de que aconteça a abundância para todos.
Segundo os ensinamentos de Jesus, a solidariedade e a partilha é o caminho certo para se chegar à meta da solidariedade para todos.

Por outras palavras, Jesus ensinou que a dinâmica da partilha é o caminho da abundância para todos.

A pessoa não precisa apenas do pão material. Necessita também, dizia Jesus, da Palavra de Deus, a qual é a fonte de sabedoria que conduz à comunhão e à fraternidade universal (Mt 4, 3-4; Lc 4, 4).

O milagre da multiplicação dos pães ensina-nos que, no gesto da partilha, o pão chega para todos e ainda sobra (Mt 14, 15-20; Mc 6, 31-34; Lc 9, 10-17; Jo 6, 1-13).

Eis a razão pela qual Jesus se recusou a transformar as pedras em pão. Fazer isto seria negar a verdade da providência de Deus e da abundância que brota da partilha:

A Terra é um excelente sinal da generosidade e providência divinas: dá frutos suficientes para todos.

Mas para isso é preciso que o Homem aprenda a partilhar e a viver a fraternidade. No entanto, para atingir esta meta o Homem precisa de viver segundo a Palavra de Deus (Mt 4, 3-4; Lc 4, 4).


Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

JESUS E O PÃO DE CADA DIA-II

II-PARTILHA E COMUNHÃO COM DEUS

É verdade que o Pai-Nosso é um ensinamento teológico e não um manual de ciências políticas, sociais ou económicas.

Mas não há dúvida de que na medida em que as pessoas acolham no seu coração a Palavra de Deus, começarão a entrar na dinâmica da fraternidade e comunhão.

O evangelho de São João interpreta a multiplicação dos pães como sendo o resultado maravilhoso da partilha.

É este o caminho para os seres humanos chegarem ao essencial que é a abundância, a fraternidade e a comunhão com Deus:

“Vós procurais-me, não por teres entendido os sinais de Deus, mas porque comestes dos pães e vos saciastes.

Ponde o vosso empenho, não no alimento que perece, mas no que perdura para a vida eterna. É este o alimento que o Filho do Homem vos dará (...).

Não foi Moisés que vos deu o pão do céu. O meu Pai é que vos dá o verdadeiro pão do céu, aquele que desce do céu e dá a vida ao mundo (...).

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome. Quem crê em mim jamais terá sede (Jo 6, 26-35).

A plenitude da pessoa não está em si, mas na comunhão. Reduzida a si, a pessoa está em estado de malogro ou perdição.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

17 abril, 2008

O PAI-NOSSO COMO SÍNTESE DE EVANGELHO-I

I-O PAI-NOSSO NÃO É UMA SIMPLES FÓRMULA

Jesus não ensinou o Pai Nosso aos discípulos como uma fórmula para estes repetirem de cor e de modo completo.

Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis transmitir-lhes um conjunto de ensinamentos, a fim de eles aprenderem a falar com Deus com critérios de Nova Aliança.

Se Jesus quisesse ensinar uma fórmula para os discípulos repetirem de cor e de modo literal, estes tê-la-iam conservado tal qual Jesus a ensinou.

Mas não foi isto que aconteceu, pois o Pai-Nosso de Lucas e o de Mateus, têm fórmulas diferentes, embora os seus conteúdos teológicos sejam idênticos (Lc 11, 2-4; Mt 6, 9, 13).

Ao apresentar o Pai-Nosso como critério para orar ao jeito da Nova Aliança, Jesus distanciou-se profundamente dos outros grupos judaicos.

O termo “Abba”, Pai ou papá, é original de Jesus. Nenhum judeu seu contemporâneo ousava utilizar este termo nas suas orações.

Para a mentalidade judaica do tempo de Jesus, dirigir-se a Deus chamando-o de meu Pai era um comportamento sacrílego, pois não mantinha a distância que deve existir entre o Homem e Deus.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O PAI-NOSSO COMO SÍNTESE DE EVANGELHO-II

II-PAI-NOSSO E NOVA ALIANÇA

Ao ensinar os discípulos a orar ao seu jeito, Jesus quis demarcar-se dos diversos grupos religiosos existentes, os quais afirmavam a sua identidade cultivando um jeito próprio de orar, a fim de se diferenciarem dos outros grupos.

Tanto os fariseus como os saduceus, os essénios ou os discípulos de João Baptista, os mestres ensinavam aos discípulos um modo de orar que fosse diferente, a fim de afirmarem a sua identidade.

O evangelho de São Mateus diz que Jesus, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, esta a marcar a diferença dele e dos seus discípulos face aos diferentes grupos existentes, bem como face aos pagãos (Mt 6, 5-8).

Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus apenas quis ensinar os discípulos falarem com Deus Pai como um filho fala com um Pai muito querido.

Mais tarde, o Espírito Santo ensinará os discípulos a dialogar com Jesus ressuscitado, falando com ele como um irmão dialoga com outro irmão:

“O que pedirdes em meu nome eu o farei de modo que, no Filho, se revele a glória do Pai. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome eu a farei” (Jo 14, 13-14).

Com a apresentação do Pai-Nosso, Jesus está a ensinar aos discípulos a dialogar com Deus ao jeito de um diálogo familiar.

No Pai-Nosso, Jesus ensina aos discípulos que o conteúdo da sua oração deve ser tudo aquilo que possa interessar a Deus e ao Homem.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

O PAI-NOSSO COMO SÍNTESE DE EVANGELHO-III

III-CONTEÚDOS DO PAI-NOSSO

Estão presentes a vinda do Reino, o amor de Deus por nós, a nossa fragilidade e a necessidade de sermos ajudados para não cairmos na tentação.

Ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis ensiná-los a falar com Deus tal como ele falava com o seu Pai querido.

Por outras palavras, o Pai-Nosso reúne um conjunto de critérios capazes de fazer que a oração dos discípulos se processe em forma de uma oração com sabor a Nova Aliança.

São Paulo diz que todos os que se deixam conduzir pelo Espírito Santo são filhos e herdeiros em relação a Deus Pai e co-herdeiros em relação ao Filho de Deus (Rm 8, 14-17; cf. Gal 4, 4-7).

Por outras palavras, ao ensinar o Pai-Nosso aos discípulos, Jesus quis que eles se sentissem membros da Família de Deus.

É como membros da Família que nós devemos dialogar com Deus. É o próprio Espírito Santo que nos convida a orar, introduzindo-nos no próprio diálogo de Deus com seu Filho.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

15 abril, 2008

A LEI DA NOVA ALIANÇA-I

I-O AMOR REALIZA A LEI E OS PROFETAS

Jesus sabia muito bem que o ser humano só pode realizar-se e ser feliz mediante o amor. Foi esta a razão pela qual ele fez do amor o seu mandamento.

Os judeus tinham uma multidão de mandamentos, normas e preceitos, ao ponto de até os sacerdotes e os doutores da Lei se sentirem confusos diante de tantos preceitos e leis.

Foi assim que Jesus resolveu resumir as leis e preceitos do judaísmo a um mandamento único.
Eis o que Jesus diz no evangelho de São João:

“O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15, 12-13).

São Paulo entendeu perfeitamente que Jesus anulou os preceitos e leis da religião judaica, pondo no lugar destes o mandamento do amor.

Eis o que ele diz na carta aos Romanos: “Amar o próximo como a si mesmo resume e cumpre toda a Lei de Moisés” (Rm 13, 8).

São Paulo diz ainda que o amor é o pleno cumprimento da Lei (Rm 13, 10). Inspirado nos ensinamentos de Jesus sobre o amor, São Paulo compôs um hino sobre o amor que é das coisas mais belas que já disseram sobre o amor.

Eis algumas afirmações de São Paulo neste seu hino sobre o amor: “Ainda que eu fale as línguas dos anjos e dos homens, se não tiver amor não passo de um bronze que soa e faz barulho.

Mesmo que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência. Ainda que tenha uma fé grande ao ponto de deslocar montanhas, se não tiver amor, nada sou.

Mesmo que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.

O amor é paciente e prestável.
O amor não é invejoso.
Não é arrogante nem orgulhoso.

O amor nada faz de inconveniente nem gira sempre à volta do seu interesse.
Também não se irrita nem guarda ressentimento.

Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
O amor desculpa tudo e acredita sempre.
Espera tudo e tudo suporta.
O amor jamais passará” (1 Cor 13, 1-8).

Jesus pede-nos para estarmos atentos aos seus ensinamentos, a fim de o nosso amor atingir a densidade de amor caridade, isto é, o amor ao jeito de Deus.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A LEI DA NOVA ALIANÇA-II

II-O AMOR SUBSTITUI OS PRECEITOS

Eis a proposta que Jesus fez aos seus discípulos: “Ouvistes que foi dito: “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo”.

Eu, porém, digo-vos: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. Fazendo assim, acrescenta Jesus, tornar-vos-eis filhos do vosso pai que está nos Céus, o qual faz com que o sol se levante todos os dias sobre bons e maus e faz cair a chuva sobre justos e pecadores (…). Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai do Celeste é perfeito” (Mt 5, 43-48).

O jeito de Jesus amar era em tudo semelhante à maneira de amar de Deus Pai. De tal modo amava ao jeito de Deus Pai que um dia Jesus afirmou:

“Há tanto tempo que estou convosco e ainda não me conheceis, Filipe? Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14, 9).

Como havia uma união total entre ele e Deus Pai, Jesus afirmou um dia: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30).

Amar ao jeito de Deus significa amar a todos sem distinção. Eis a razão pela qual este modo de amar nos torna cada vez mais semelhantes a ele.

Por outras palavras, o amor caridade faz de nós reveladores do próprio rosto de Deus. Por ter sido criado à imagem de Deus, a pessoa humana tem esta capacidade maravilhosa de amar, isto é querer bem aos outros e ajudá-los a ser felizes.

Mas os cristãos, graças à Palavra de Deus e à acção do Espírito Santo são capacitados para amar com amor caridade, isto é, ao jeito de Deus.

Amando assim, os cristãos tornam-se um sinal de Deus para o mundo. Jesus ensinou os cristãos a amar ao jeito de Deus, a fim de se tornarem no mundo um sal que dá sabedoria à vida e uma luz que confere sentidos para viver.

Olhando para o vosso novo modo de amar e estar na vida, diz Jesus, os homens darão glória ao vosso Pai que está nos Céus (Mt 5, 13- 17).
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A LEI DA NOVA ALIANÇA-III

III-OS CRISTÃOS COMO SACRAMENTO DO AMOR DE DEUS

Além disso, o amor e o bem que fazemos ao próximo é sentido por Jesus como tendo sido feito à sua pessoa, diz o evangelho de São Mateus (Mt 25, 40).

A densidade do amor com que amamos os irmãos modela o nosso coração para comungar com Deus.

A Lei e os profetas, disse Jesus, resumem-se neste princípio único: “Fazer aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem a nós” (Mt 7, 12).

Como vemos, aprofundar o mistério do amor significa aprofundar o mistério de Deus e do Homem.

Não nos podemos esquecer que Deus é uma comunidade de três pessoas que se amam de modo infinitamente perfeito.

É por esta razão que a Bíblia diz que Deus é Amor (Jo 4,7). Como foram criados à imagem de Deus, os seres humanos estão talhados para o amor.

Eis a razão pela qual as pessoas só podem encontrar a sua plenitude na comunhão amorosa.
Quando amamos o irmão, este sente que uma porta se abriu para si.

Sente que não está sozinho. Nasce nele uma nova força, pois começa a sentir que tem alguém com quem pode contar.

Quando se sente amado, o ser humano sente-se mais forte e cresce nele a confiança.
Muitos dos seus problemas começam a encontrar solução.

Na verdade, o amor é profundamente libertador, pois possibilita a realização da pessoa. Quando o nosso amor se torna universal, começamos a eleger os outros como irmãos para lá da língua, da raça, da cultura e da nacionalidade.

Quando isto acontece, o nosso coração adquire uma qualidade nova que nos capacita para participarmos de modo mais perfeito na comunhão universal do Reino de Deus.

Jesus pede-nos para amar com este sentido de universalidade, a fim de todos caberem nas nossas atitudes de bem-querer.

Eis alguns dos ensinamentos que Jesus nos faz no evangelho de São Mateus: “Se amais apenas os que vos amam, que recompensa tereis? Os publicanos também fazem o mesmo.

Se saudais apenas os da vossa raça e língua que fazeis de extraordinário? Não fazem assim também os pagãos? Sede perfeitos no vosso modo de amar, tal como o vosso Pai do Céu é perfeito” (Mt 5, 46-48).
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A LEI DA NOVA ALIANÇA-IV

IV-O AMOR CARIDADE

O amor caridade é sempre um jeito de amar numa abertura universal. Torna-nos semelhantes a Deus, pois é este o jeito de Deus amar.

Na verdade Deus ama as pessoas de todas as raças, línguas, povos e nacionalidades. Quem não ama os irmãos, diz a primeira Carta de São João, não é capaz de conhecer a Deus, pois Deus é Amor.

Eis algumas palavras desta carta: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus.

Aquele que não ama não chega a conhecer a Deus, pois Deus é amor” (Jo 4, 7-8). O amor conduz sempre a gestos e atitudes concretas para com os irmãos.

Amar é eleger o outro como alvo de bem-querer, aceitando-o assim como é e agindo de modo a facilitar a sua realização e felicidade.

Podemos dizer que a nossa identidade pessoal é o nosso modo de amar. Na comunhão universal do Reino de Deus dançaremos eternamente o ritmo do amor com o jeito que tivermos treinado, agora, aqui na terna!

Jesus foi totalmente fiel ao amor a Deus aos irmãos. Procedendo assim, disse ele, cumpriu de maneira perfeita os ensinamentos de todos os profetas e as orientações todas da Lei de Moisés (Mt 5, 17).

Pela maneira com viveu e falou do amor, vê-se que Jesus entendia perfeitamente o mistério de Deus e o mistério do Homem.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

13 abril, 2008

DEUS, A HISTÓRIA E A VIDA ETERNA-I

I-DEUS FAZ HISTÓRIA CONNOSCO

Deus Santo,
Vós não sois uma realidade histórica, mas fazeis história connosco. Pelo facto de sermos pessoas nós temos uma dimensão espiritual que nos possibilita comungar convosco.

Na vossa bondade infinita quisestes criar-nos com a capacidade de amar e comungar, a fim de termos parte na vossa comunhão familiar.

Deus Santo,
Obrigado por nos terdes talhado para a Festa da Vida Eterna, como diz São Paulo: “O salário do pecado, diz São Paulo, é a morte, mas a vida eterna é um dom gratuito que vem de Deus por
Cristo, Senhor nosso” (Rm 6, 23).

A vida eterna emerge no coração de cada pessoa à medida em que esta se realiza na vida presente.

Podemos dizer que Deus assume e diviniza a pessoa humana na medida em que esta se humaniza.

A vida eterna atinge a sua plenitude mediante a Inserção da pessoa humana na Família de Deus.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

DEUS, A HISTÓRIA E A VIDA ETERNA-II

II-DEUS DIVINIZA O QUE NÓS HUMANIZAMOS

A matéria-prima para a divinização da pessoa humana é, portanto, a sua humanização cuja lei é:
“emergência pessoal mediante relações de amor e convergência para a comunhão universal”

A humanização é um processo histórico que assenta sobre dois pólos: o pessoal e o social.
A nível pessoal a humanização acontece como emergência espiritual mediante relações de amor.

Esta emergência atinge a sua plenitude, na convergência da comunhão universal com Deus.

Na plenitude do Reino de Deus, a pessoa humana transcende as diferenças rácicas, linguísticas e culturais, convergindo, então, de modo pleno, para a edificação da fraternidade universal.

A vida eterna é algo que já está em marcha na História. Crescer para a Vida Eterna é criar laços de comunhão fraterna enquanto vivemos na História, diz São João:

“Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte.

Todo o que tem ódio ao seu irmão é um homicida e vós bem sabeis que nenhum homicida tem
dentro de si a vida eterna” (1 Jo 3, 14-15).
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

DEUS, A HISTÓRIA E A VIDA ETERNA-III

III-CONHECIMENTO DE DEUS E VIDA ETERNA

Por ser uma realidade relacional, a vida eterna define-se pela qualidade das nossas relações de amor e comunhão.

Isto quer dizer que a vida eterna não é uma coisa que seja dada a todos em quantidades iguais.
A nossa plenitude no Reino depende da nossa realização pessoal e espiritual na história.

Podemos dizer que no Reino de Deus dançaremos eternamente o ritmo amor com o jeito com que tivermos treinado agora na História.

A vida eterna, tal como a morte eterna, dependem das nossas atitudes face ao amor. Para o Novo Testamento, a vida eterna consiste em conhecer, amar e interagir com Deus.

Isto significa que o Espírito Santo é o grande protagonista da nossa comunhão com Deus. São Lucas fala do conhecimento de Deus como uma exultação no Espírito Santo:

“Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse:
“Bendigo-te ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelastes aos pequeninos.

Sim, Pai, porque foi esta a tua vontade e o teu agrado” (Lc 10, 21).

Em comunhão Convosco
Calmeiro Matias

DEUS, A HISTÓRIA E A VIDA ETERNA-IV

IV- O CONHECIMENTO EXISTENCIAL DE DEUS

Deus Santo,
A bíblia ensina-nos que conhecer-vos não é uma questão teórica, mas uma experiência relacional e existencial.

Eis a palavras de São João: “Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus. Todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus. Mas o que não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor” (1 Jo 4, 7).

Sendo assim, o amor é a única forma de conhecer a Deus. Isto quer dizer que os não cristãos que gastam a vida pela causa do amor têm o conhecimento adequado para comungar convosco no Reino.

Como não têm acesso à Palavra de Deus, não têm um conhecimento de teologal de Deus e do seu plano amoroso, mas têm o conhecimento básico para poderem entrar em comunhão convosco.

Por outras palavras, para os que não ouviram falar de Cristo, o conhecimento de Deus é possível, através da sua experiência de amor aos irmãos:

Eis o que diz São João: “A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chega à perfeição em nós” (1 Jo 4, 12).

E mais à frente acrescenta: “Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em
Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16).

Para a Bíblia, o conhecimento de Deus, não é nunca uma mera teoria. Eis o que Jesus diz a Tomé:
“Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir ao Pai senão por mim” (Jo 14, 6).

Espírito Santo,
tu és o guia desta caminhada para o conhecimento de Deus. É verdade que não nos coimunicas muitos conceitos, mas levas-nos pelos trilhos do amor, pois tu és, como diz São Paulo, o amor de Deus derramado nos nossos corações.

No evangelho de São João, Jesus fala desta tua missão que tens de nos conduzir ao conhecimento de Deus. Eids o que Jesus nos diz:

“Fui-vos dizendo estas coisas enquanto estava convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, recordando-vos o que eu vos disse” (Jo 14, 25-26).

Deus Santo,
nós vos louvamos por nos proporcionardes a vida eterna como dinâmica que está a emergir no nosso íntimo, graças à presença maternal do Espírito Santo no nosso coração.

Em Coimunhão Convosco
Calmeiro Matias

10 abril, 2008

A PESSOA E A COMUNHÃO UNIVERSAL-I

I-REALIZAÇÃO PESSOAL E SOCIEDADE

Enquanto está na história, a pessoa é um ser em construção, mesmo no seu ser espiritual. A humanização da pessoa é também um processo de espiritualização.

A nossa dimensão espiritual não é uma alma estática vinda de fora e introduzida em nós como algo acabado.

Deus criou-nos inacabados, a fim de nos criarmos e, deste modo, completarmos a sua obra. A pessoa humana começa por ser o que os outros fizeram dela.

Não escolhemos a raça, a língua, a família, a cultura ou nacionalidade.Encontrámo-nos na vida com estes dados preestabelecidos.

Apesar de não os termos escolhido, formam o leque dos talentos de que dispomos para nos realizarmos. Nascemos para renascer.

A nível espiritual, a pessoa emerge como interioridade livre, consciente, responsável e capaz de comunhão amorosa.

Como os talentos das pessoas são todos diferentes, cada se estrutura como ser único, original e irrepetível.

A dinâmica que faz emergir e robustecer o nosso ser espiritual são as relações de amor. Somos, de facto, os protagonistas da nossa humanização.

À medida em que se humaniza, a pessoa está a edificar o património da Humanidade de modo original e irrepetível. Ninguém a pode substituir nesta tarefa.

O que recebemos dos outros é o leque inicial dos talentos que recebemos.Como vemos, a emergência pessoa e a convergência para a comunhão universal são as duas faces da mesma moeda.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A PESSOA E A COMUNHÃO UNIVERSAL-II

II-É NA HISTÓRIA QUE EDIFICAMOS O ETERNO

Para emergir como ser livre, consciente, responsável e capaz de comunhão a pessoa tem de cultivar a fraternidade.

É verdade que ninguém nos pode humanizar. Mas a pessoa também não se pode realizar sem os demais, pois a pessoa está talhada para o encontro e a comunhão.

Eis a razão pela qual a pessoa, à medida em que emerge converge para a comunhão universal, fora da qual não pode encontrar a sua plenitude.

Com o acontecimento da morte, o nosso ser pessoal-espiritual nasce para a plenitude.Fica em coordenadas de universalidade e equidistância, tornando-se presente a tudo e a todos:

Pessoas Divinas, pessoas humanas e todos os outros seres pessoais que existam ou tenham existido no Universo.

Seremos eternamente segundo decidirmos nascer agora. Na Comunhão Universal do Reino de Deus dançaremos o ritmo do amor com o jeito que tivermos treinado na História.

O Céu, portanto, não é um lugar, mas sim a intimidade de Deus e a comunhão com os irmãos.
É este o coração do mistério da pessoa a emergir para a plenitude do Reino de Deus.

A meta para a qual a pessoa humana se está a caminhar é, pois, a divinização mediante a sua incorporação na Família de Deus.

Trata-se de uma comunhão orgânica como Jesus diz no evangelho de São João:“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive e eu vivo pelo Pai, do mesmo modo quem me comer viverá por mim” (Jo 6, 56-57).

A Carne e o sangue de Cristo ressuscitado é o Espírito Santo, acrescenta Jesus:“Isto escandaliza-vos? E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes?

A carne não presta para nada. As palavras que vos disse são Espírito e Vida” (Jo 6, 62-63).
O Pai e o Filho, em Deus, fazem um no Espírito Santo (Jo 10, 30).

Do mesmo modo, a pessoa de Jesus, o Filho de Maria e o Filho Eterno de Deus fazem um no Espírito Santo.

Podemos dizer que o alicerce da nossa divinização é sólido e inabalável, pois o homem Jesus nunca mais deixará de ser divino.

Ele é a condição para o dinamismo divinizante do Espírito Santo se difundir organicamente por toda a Humanidade, incorporando-a na família da Santíssima Trindade (Rm 8, 14-16).

Deste modo, o Filho Unigénito de Deus se torna o primogénito de muitos irmãos (Rm 8, 29).
O Evangelho de João exprime esta verdade, dizendo que Jesus é a cepa da videira da qual nós somos os ramos (Jo 15, 1-8).

Por outras palavras, em Cristo ressuscitado acontece a assunção e incorporação da Humanidade no mistério da Santíssima Trindade.

Como estamos a ver, sem comunhão universal não existe plenitude pessoal. Este sonho de Deus é para toda a Humanidade e não apenas para os homens e mulheres que vieram depois de Cristo.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

A PESSOA E A COMUNHÃO UNIVERSAL-III

III-A META DA COMUNHÃO UNIVERSAL

No momento da morte e ressurreição de Jesus, a humanidade que o precedeu, a qual já fazia uma união orgânica de grandeza humana, passou a fazer uma união orgânica de grandeza humano-divina, como diz a Primeira Carta de São Pedro:

“Também Cristo padeceu pelos pecados de uma vez para sempre O justo sofreu pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus.

Morto na carne, mas vivificado no Espírito Santo, foi então pregar aos que estavam cativos, muitos deles incrédulos como aqueles dos dias de Noé (1 Pd 3, 19-20).

Os que precederam Jesus Cristo, no momento da ressurreição do Senhor, não mudaram de lugar. Mas mudaram de densidade espiritual.

Na verdade, a ressurreição de Cristo fez que a Humanidade desse um salto de qualidade, fazendo que as pessoas passassem de não divinas a pessoas divinizadas.

Este salto de qualidade não acontece de modo individual, mas de modo orgânico, dentro da comunhão universal.

São Paulo diz isto de modo muito bonito ao afirmar que o Espírito Santo é o amor de Deus derramado nos nossos corações (Rm 5, 5).

Paulo diz ainda que o nosso coração é templo do Espírito Santo: “Nós é que somos o templo do Deus vivo, como disse o próprio Deus:

Habitarei e caminharei no meio deles, serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2 Cor 6, 16).
Na primeira Carta aos Coríntios acrescenta:

“Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (…). O templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (1 Cor 3, 16-17).

A única força que pode destruir em nós o templo de Deus é o egoísmo, o grande responsável pelo fracasso humano:

“Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá, pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (1 Cor 3, 16-17).

A Humanidade está entretecida de modo orgânico com Jesus e, através dele, com a Santíssima Trindade.

O livro do Apocalipse descreve esta comunhão orgânica de maneira muito bonita quando diz:
“E ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia: ‘Esta é a morada de Deus entre os homens.
Ele habitará com os seres humanos e eles serão o seu povo.

Deus estará com eles e será o seu Deus, enxugando todas as lágrimas dos seus olhos. Por isso não haverá mais pranto, nem morte nem dor” (Apc 21, 3-4).

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

08 abril, 2008

CONHECER DEUS PARA MELHOR O AMAR-I

I-OBRIGADO POR VOS TERDES REVELADO A NÓS

Deus Santo,
As Sagradas Escrituras são a proclamação agradecida do vosso plano de amor e salvação para com a Humanidade.

Ao mesmo tempo são um apelo e um convite a tomar-vos a sério, pois o vosso plano de amor não é um capricho.

Na verdade, é muito perigoso brincar com Deus. Não porque vós sejais um Deus vingativo. Vós não estivestes à espera de que fôssemos bons para gostardes de nós.

Pelo contrário, sonhastes um plano de amor para nós, muito antes de nós existirmos e podermos ser bons.

Quando uma pessoa começa a brincar com Deus está a entrar no caminho malogro e do fracasso, pois o vosso querer coincide exactamente com o que é melhor para nós. Isto quer dizer que brincar com o querer de Deus é brincar com o nosso bem e felicidade.

Deus Santo,
a bíblia convida-nos a interagir convosco em forma de aliança, isto é, em harmonia com o vosso plano de amor para connosco.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

CONHECER DEUS PARA MELHOR O AMAR-II

II-O VOSSO ROSTO É SEMPRE NOVO

A bíblia não usa fórmulas dogmáticas para nos explicar o mistério de Deus. A bíblia fala e ensina o mistério de Deus, contando histórias e não ensinando fórmulas.

A bíblia nunca explica o mistério de Deus como quem ensina a tabuada. Para nos falar de Deus, a bíblia conta-nos histórias que evocam a fidelidade e o amor incondicional de Deus.

Os textos bíblicos são um conjunto de histórias que das quais o Espírito Santo se serve para provocar experiências reais do Deus Vivo no nosso coração.

A Palavra de Deus é sempre um acontecimento vivo provocado pelo Espírito Santo no nosso coração.

Deus Santo,
Vós vos revelastes a Moisés como o Deus que está sempre a ser de novo. Sois um Deus que nunca se repete. Daqui a importância de estarmos sempre abertos à vossa novidade.

Vós sois um Deus que nunca envelhece nem se desgasta. Gostais de nos acompanhar para todo o lugar para onde nos desloquemos.


Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

CONHECER DEUS PARA MELHOR O AMAR-III

III-VÓS SOIS UMA DINÂMICA AMOROSA

Falando a Moisés a partir da sarça ardente, Vós dissestes-lhe: “EU SOU AQUELE QUE SOU” (Ex 3, 14).

Partindo do modo como vos nomeastes, Moisés deduziu que Deus é um “EU SOU”, isto é, alguém que está sempre a ser.

Se Deus está sempre a ser, isto quer dizer que apenas existe no presente, fazendo caminhada com o Povo.

Isto quer dizer que o Deus das Escrituras nunca foi um Deus do passado. À luz da Fé Cristã, a Divindade é uma emergência sempre actual de três pessoas infinitamente perfeitas em total
convergência de comunhão amorosa.

Depois de ele se ter revelado como o único, Deus já tinha condições para provocar um novo salto de qualidade no processo da revelação:

Há um só Deus, mas isto não quer dizer que ele seja um sujeito sozinho e encerrado num mundo de solidão.

Jesus Cristo revelou-nos o rosto de um Deus Relações cuja essência é uma Comunhão Familiar.
Podemos dizer que Deus é a Fonte da Vida e também a Vida em Plenitude.

Como realização máxima, a vida em plenitude só pode ser vida pessoal e em comunhão amorosa.
Para falar da vida comunitária da Divindade, a Bíblia diz que Deus é amor (1 Jo 4, 7;).

A primeira Carta de São João, diz que os seres humanos
apenas podem conhecer Deus se decidirem viver em dinâmica de amor:

“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus.

Aquele que não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é Amor” (1 Jo 4, 7-8). Depois especifica esta verdade dizendo:

“Deus é Amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4, 16).
Para a bíblia, o conhecimento de Deus não é uma questão teórica.

Por outras palavras, o Deus da bíblia não uma espécie de equação matemática que possamos enunciar de cor e em fórmulas.

Pelo contrário, Deus é vida em plenitude, isto é, pessoas em total comunhão amorosa. Podemos dizer que o conhecimento de Deus é mais uma questão do coração do que da mente. Por isso Jesus fez este ensinamento aos discípulos:

“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). No Reino de Deus as pessoas vêem-se e conhecem-se através do coração, pois a sua identidade é o seu jeito de amar e comungar.
Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

07 abril, 2008

FIM DO MUNDO E SALVAÇÃO-I

I-O FINAL DA HISTÓRIA HUMANA

Deus Santo,
A nossa fé ensina-nos que a História da Humanidade um dia chegará ao seu fim.

Por vezes, as pessoas chamam “Fim do Mundo” a este fim da História Humana, o qual não deve ser entendido como fim da Génese do Universo.

São Paulo diz que, com Jesus Cristo, a História Humana atingiu a plenitude dos tempos.

Com esta expressão, São Paulo quer dizer que, com Jesus Cristo, a Humanidade entrou na fase dos acabamentos mediante a sua inserção na comunhão orgânica da Santíssima Trindade.

São Paulo imaginava que o fim da História Humana teria lugar muito em breve. A Humanidade, graças à Encarnação do Filho de Deus, deu um salto de qualidade enorme, pois recebemos o poder de nos tornarmos filhos de Deus, como diz São João (Jo 1, 12-14).

Na verdade, já somos Filhos em relação a Deus Pai e irmãos em relação ao Filho de Deus (Rm 8, 14-17).

Deste modo, acrescenta São Paulo, o Filho de Deus se tornou o primogénito de muitos irmãos (Rm 8, 29).

O Espírito Santo que nos foi dado clama nos nossos corações: “Abba”, ó Pai (Ga 4, 4-7).



Em Comunhão Convosco

Calmeiro Matias

FIM DO MUNDO E SALVAÇÃO-II

II-A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

Para São Paulo, a ressurreição de Jesus Cristo significa a hora da Salvação para a Humanidade.
Conscientes de terem atingido o topo da História, as primeiras comunidades cristãs julgavam que a Segunda Vinda de Cristo, bem como o fim da História Humana estavam iminentes.

Na verdade, os Apóstolos acreditavam que ainda estariam vivos no dia da vinda de Cristo (Lc 21, 20-30).

Influenciados pela visão trágica dos apocalipses judeus, os Apóstolos, após a ressurreição de Jesus, começam a anunciar a segunda vinda de Cristo como sendo o dia da ira, o dia da tragédia universal.

Nesse dia em Deus destruirá a Terra e todos os pecadores que nela habitam. Só o pequeno resto dos justos se salvará.

Só o pequeno resto dos justos do Antigo Testamento (cento e quarenta e quatro mil), bem como a multidão incontável dos cristãos provenientes de todas as raças, línguas e nações da terra escaparão à ira do dia do Senhor:

“Não danifiqueis a terra nem o mar nem as árvores, até termos marcado com o selo a fronte dos servos do nosso Deus.

Ouvi também o número dos que foram assinalados, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos de Israel (…).

Depois disto apareceu uma multidão enorme que ninguém podia contar de todas as nações, povos e línguas” (Apc 7, 3-9).

Espírito Santo,
Tu foste ajudando os Apóstolos e, depois deles, os crentes em geral, a fim de compreenderem que a vinda gloriosa de Jesus Cristo não é uma tragédia, mas sim a plena realização do amor salvador de Deus.

Glória a ti Jesus Cristo,
pois a tua vinda gloriosa não será uma tragédia para as pessoas que, no final da História humana, ainda vivam na Terra.

Pelo contrário esse será o dia do abraço universal da Humanidade à Divindade. Por outras palavras, o final da História será a garantia da nossa plena salvação.

Nós acreditamos que tu vais vir para julgar, não para condenar. o teu julgamento não acontecerá segundo o modelo dos tribunais humanos, mas sim segundo o modelo do amor familiar.

Nada daquilo que o ser humano é como pessoa se perderá no vazio da morte. mas tudo será assumido na comunhão da Santíssima Trindade.

Senhor Jesus,
O Reino de Deus ficará, então, completo, pois será a comunhão universal de todos os que viveram desde o princípio do Mundo.

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

FIM DO MUNDO E SALVAÇÃO-III

III- A SEGUNDA VINDA SIGNIFICA A PLENITUDE

Deus Santo,
Obrigado por nos ajudardes a compreender que o final da História Humana não significa o fim do Universo.

Obrigado, também, por já podermos compreender que a vinda gloriosa de Jesus não significa uma tragédia para a Humanidade, pois é o encontro pleno e definitivo, com a Família de Deus e não a vingança do Deus terrível.

A vontade de Deus, diz a Primeira Carta a Timóteo, é que todas as pessoas se salvem e cheguem ao pleno conhecimento da Verdade (1 Tim 2, 4).

Senhor Jesus,
Olhando para o teu jeito de actuar e os ensinamentos que nos deixaste sobre o Pai, nós verificamos que a tua missão não é matar ou destruir os pecadores, mas libertá-los de tudo o que os oprime.

Procedendo assim, tu quiseste indicar, Senhor Jesus, o modo como Deus nos ama e nos perdoa .
Eis a razão pela qual tu dizias que procedendo assim, estavas a fazer a vontade do Pai:
“O meu alimento, dizia ele, é fazer a vontade de meu Pai e realizar o seu projecto” (Jo 4, 34).

Senhor Jesus Cristo,
Nós sabemos que a tua vinda gloriosa significa que não deixarás ninguém fora da Família de Deus, excepto os que se recusarem a entrar!
Aleluia!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

04 abril, 2008

DA LUZ NATURAL À LUZ DA FÉ

Deus santo,
Obrigado porque há cerca de quinze mil milhões de anos, aconteceu o primeiro dia da criação.

O começo do Universo corresponde àquilo a que a Bíblia chama o dia da Luz. Quando pronunciastes a vossa Palavra criadora, a luz apareceu e surgiu o primeiro dia.

Eis o modo como o Livro do Génesis relata os primeiros momentos da criação: “Deus disse: “Faça-se a luz”. E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas.

Deus chamou dia à luz e noite às trevas. Surgiu assim a tarde e a manhã e foi o primeiro dia” (Gn 1, 3-5).

Deus Bondoso,
Também hoje estais a realizar uma criação maravilhosa fazendo nascer e crescer nos nossos corações a luz da fé.

Graças a esta luz que acendeis nos nossos corações, nós tornamo-nos capazes de ver coisas maravilhosas que nós não podíamos ver com a simples luz do sol ou a luz da inteligência.

Nós vos louvamos, pois a vossa Palavra e o Espírito Santo realizam esta maravilha de acender e alimentar a luz da fé nos nossos corações.

Sem a luz da Fé nós não podíamos saber que a Divindade é uma Família de três pessoas.
Também não podíamos saber que, graças à Encarnação do Filho de Deus nós já fazemos parte da Família Divina.

Obrigado pela vossa Palavra que alimenta em nós o dom da Fé. Louvado sejais porque que sois Pai, Filho e Espírito Santo.
Aleluia!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

03 abril, 2008

HINO À FIDELIDADE DE DEUS


Deus Santo,
O pecado humano, apesar de atrasar o vosso projecto
salvador, não o conseguiu anular.

Como homem incondicionalmente ao vosso plano, Jesus
Cristo tornou-se o alicerce sólido da Nova e Eterna
Aliança, fazendo de nós filhos de Deus.

Filho Eterno de Deus,
Tu eras o único Filho de Deus. Mas ao fazer-te nosso irmão
Tornaste-te o primeiro de muitos irmãos como diz São Paulo (Rm 8, 29).

Espírito Santo,
com o teu jeito maternal de amar, tu vais-nos conduzindo
à comunhão com Deus Pai, o qual nos acolhe como filhos
e à comunhão com o Filho de Deus, nos recebe como
irmãos.

Eis as palavras de São Paulo a este respeito:
“Quando chegou a plenitude dos tempos,
Deus enviou o seu Filho (…),
A fim de recebermos a adopção de filhos.

E porque somos filhos,
Deus enviou o Espírito de seu filho
que clama: “Abba”, ó Pai!
Deste modo já não és escravo, mas filho.

E se és filho és também herdeiro,
Pela graça de Deus” (Ga 4, 4-7).

Deus Santo,
Ninguém vos merece, pois estais para além de todo o
Mérito que possamos ter. Mas estais connosco, pois sois
um Deus que se dá de graça.

Glória a Vós, Deus Bendito, por serdes o Emanuel!
Aleluia!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias

01 abril, 2008

A FÉ GERA GRATIDÃO

Deus Santo,
Obrigado porque o medo deixa de habitar o coração dos que começam a cultivar a fé, tomando-vos a sério.

Quando começamos a acreditar que o Espírito Santo está em nós e actua por meio de nós, o medo, pouco a pouco, começa a desaparecer.

Quando começamos a fazer render os talentos que nos vêm de Vós, começam a acontecer-nos coisas maravilhas.

Os talentos são-nos dados como capacidades para nos realizarmos e facilitarmos a realização dos outros. Eis a razão pela qual Jesus nos pede para sermos fieis aos talentos que possuímos.

Deus Santo,
Quero ser agradecido, realizando e partilhando os dons que tenho recebido de Vós e dos irmãos através de Vós.

Deus Santo,
Reconheço e agradeço o vosso amor generoso para comigo. Para manifestar a minha gratidão e reconhecimento quero partilhar com os irmãos os dons que recebi.

Quero proclamar a força libertadora que existe na partilha. Pouco a pouco a vida ensinou-me esta verdade importante:

Aquilo que partilho com os irmãos nunca me fará falta.Agora compreendo, meu Deus, que Vós me destes os dons que possuo, a fim de eu ser administrador de algo que é também fonte de felicidade para os meus irmãos.

Dou-vos graças, Deus Bendito, porque à medida em que vos fui conhecendo, Melhor pude experimentar a alegria e a segurança de estar a caminhar, não para o fracasso da morte, mas para a vitória da ressurreição com Cristo.

Na verdade, quando começamos a meditar a vossa Palavra, o medo deixa de ter morada no nosso coração.

Espírito Santo,
Ensina-me a orar à maneira de Jesus, a fim de que a minha vida dê Frutos de vida como a sua.

Trindade Santíssima,
Eu acredito que vós me tomais a sério e quereis que eu faça parte da vossa família divina. Por isso vos louvo:

Glória a ti Pai Santo! Glória a ti, Filho Eterno de Deus! Glória a ti, Espírito Santo!

Em Comunhão Convosco
Calmeiro Matias